sábado, 9 de fevereiro de 2008

sozinha na noite

Perdida no meu canto, escondo um mundo que, só meu, se faz sentir só.
Nunca pensaria ser algo assim, um ser negro que percorre caminhos longos e escuros, caminhos que sem partida não vêem um fim.
Será este o caminho certo a seguir? Ou apenas um atalho para um sitio que sem querer apareceu à minha frente?
Este ser que dor transborda mas, que alegria mostra, esconde-se de todos os outros, revive um passado ausente com um futuro ainda mais inexistente.
Pudera ser algo que não sou, acreditar em algo que jamais fretará a minha mente!
Percorre àguas tremendas que bem fundo me afunda para jamais vir a superficie.
Não me prendas em nenhures quando a ausência de lugar se apresenta a minha frente.
Estarei neste mundo a vida inteira até que um ser transparente me agarre e me tire desta mente, suja e cançada de viver quando apenas vive para sofrer!

1 comentário:

Anónimo disse...

o teu dualismo vida/morte e luz/escuridão (dia/noite) faz-me lembrar miguel torga. beijinhos de quem te admira